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Resenha Ladrão de Almas, de Alma Katsu

É possível amar alguém tão incondicionalmente, pela eternidade, sem que esse amor deixe marcas? Encontramos em Ladrão de Almas, romance histórico e sobrenatural a resposta…

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É possível amar alguém tão incondicionalmente, pela eternidade, sem que esse amor deixe marcas? Encontramos em Ladrão de Almas, romance histórico e sobrenatural a resposta a essa pergunta.

O livro, dividido em 4 partes, começa nos apresentando o médico plantonista, Luke Findley. Que voltou para St. Andrew por conta de sua família e permanecia na cidade – sem saber exatamente o porquê. Já que nada mais o prendia lá. E o que era para ser apenas mais um plantão monótono. Cuidando dos vizinhos da pacata cidade, se transformou na maior aventura de sua vida.

Ao chegar para mais um plantão rotineiro, Luke recebe a notícia que o Xerife, Joe Duschene está trazendo alguém para ser examinada. O que à primeira vista, não causa estranheza, pois os turistas que visitam a cidade sempre se metem em confusão. No entanto, ao conhecer a jovem trazida pelo Xerife, Luke não entende como aquela menina, que mais parecia uma criança poderia estar em apuros.

Ao perceber que sua paciente não está ferida, Luke começa a se questionar se, de fato, ela era uma assassina, como acusara o Xerife. E entra em um conflito entre ajudar uma completa estranha a se safar da polícia ou continuar sendo a pessoa correta e previsível que sempre fora, entregando-a aos agentes da polícia.

Por que ler Ladrão de Almas?

Eu trouxe alguns motivos pelos quais você deve colocar Ladrão de Almas como prioridade em sua lista de leitura. Mesmo que não seja um livro tão atual.

Romance Sobrenatural – assim como o nome e a capa sugerem, Ladrão de Almas carrega uma atmosfera sobrenatural que nos envolve do início ao fim. Trazendo uma temática não muito popular, o mistério e a curiosidade de entender o lado sobrenatural do livro é o que faz a história ser ainda mais viciante. Inicialmente, achei que estava lendo um livro sobre vampiros, mas Ladrão de Almas não é nada previsível. E quando entendi do que se tratava a história, me lembrei muito da série Desalma.

Inclusive, já publicamos a crítica da série brasileira, Desalma (clique para ler), do Globoplay que surpreendeu por sua temática ousada e as brilhantes atuações de Kássia Kiss e Claudia Abreu.

Dois arcos de história – em Ladrão de Almas, conhecemos a história da cidade St. Andrew e de Lanore McIlvrae em dois tempos diferentes. Sendo o primeiro nos dias atuais, na companhia do Doutor Luke Findley, e no início do século 19. Na companhia de sua eterna paixão e filho do fundador da cidade Jonathan. Além de outros personagens peculiares e fundamentais para a história como Adair.

Leitura envolvente – Ladrão de Almas definitivamente me ganhou nas primeiras 20 páginas por ter uma narrativa fluida. E ao mesmo tempo eletrizante. Logo nas primeiras páginas temos o encontro do médico com Lanny (Lanore). Que é considerada pela polícia uma assassina e se mostra para Luke como alguém imortal. Como se não fosse o suficiente, flutuar entre as duas épocas, faz com a leitura se movimente através do tempo.

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Confira a resenha em vídeo de Ladrão de Almas

Minhas impressões sobre Ladrão de Almas

Eu tinha o ladrão de almas em minha estante há muitos anos. E quando decidi pegar um livro para ler recentemente, a primeira coisa que me chamou atenção foi a bela e sombria capa. Logo depois, eu fui fisgada pela sinopse maravilhosamente bem escrita.

Lendo Ladrão de Almas

Primeiro por que eu amo um mistério, e fiquei curiosa para saber se Lanny era ou não uma assassina. E depois, o fato de ser também um romance sobrenatural me deixou ainda mais animada para lê-lo. Já que esse é o meu estilo literário preferido.

Então comecei a ler Ladrão de Almas, sem muita expectativa e logo nas primeiras 20 páginas do livro eu estava rendida. Me envolvi cada vez mais com a história, tanto que fiquei viciada e queria saber logo o resumo da história.

No entanto, Alma Katsu criou não apenas um universo cativante. Ela construiu de maneiro muito consistente cada um de seus personagens e nos apresenta, a cada um, em doses moderadas. Por que consumir rapidamente qualquer coisa sobre eles, nos deixaria entorpecidas. Por este motivo a história flutua entre um romance histórico e sobrenatural cheio de detalhes. E uma fuga emocionante com pitadas de melancolia e normalidade.

Eu gostei muito do livro, de modo geral, apesar de encontrar alguns furos, como, por exemplo, no início do livro, Lanny é acusada de matar alguém a facadas. Quando na verdade usa uma garrafa de vinho para concretizar o fato. Que pode ter sido um erro de edição, mas que não passou despercebido aos olhos dessa leitora voraz.

O plot twist que ninguém esperava

Quase no fim do livro, nos deparamos com um plot twist de tirar o fôlego! Sério, eu não esperava que a história mudasse tanto do jeito que mudou e isso me surpreendeu positivamente. Mesmo que tenha sido enganada durante todo o livro, como a personagem de Lanny fora.

No entanto, achei que a autora poderia ter dado um fim mais digno a Jonathan. Um dos personagens mais importantes da história. Fiquei com a sensação de que ela só queria “resolver” a questão do personagem e criou uma história pra boi dormir que não me convenceu nenhum pouco.

Também senti falta de um final menos água com açúcar, já que a história foi tiro, porrada e bomba o tempo inteiro. Mas acredito que ela tenha economizado munição para o segundo livro da trilogia: Refém da Obsessão.

Cuidado com o Spoiler

Se você não leu o livro, não precisa ler esse último parágrafo. Pois nele, contarei algumas partes cruciais do livro que podem estragar a surpresa da leitura para você.

Terminei o livro com algumas perguntas em aberto:

  1. Onde estão Dona, Alejandro e Tilde? Como eles perceberam o sumiço de Adair?
  2. Como Luke e Lanny chegaram tão de repente em Paris, empacotando tudo para enviar aos museus?
  3. O que era tão urgente que o advogado de Lanny enviara inúmeras cartas, ao invés de simplesmente telefonar para ela?
  4. O que, de fato, aconteceu com Adair?
  5. Será que ele realmente não sabia que tipo de criaturas eles eram, ou era penas uma farsa para nos enganar?

E por último, meu “fim ideal” para Jonathan:

Achei que o fato de Jonathan se apaixonar de verdade por outra mulher, foi injusto e deixou o fim do personagem morno. Lanny foi uma boa pessoa com ele? Obviamente que não, mas eu imaginava que no final, Adair iria atrás de Jonathan, com sua sede insaciável de possuí-lo E, por isso, ele pediria a Lanny que desse um fim em sua existência. No entanto, não seria algo tão fácil.

Por mim, ele viveria mais alguns anos, fugindo de Adair com Lanny e Luke. Os veria se apaixonar um pelo outro. E, por fim, se daria conta do grande erro que cometera. Desperdiçando a devoção dela durante todos aqueles anos. Só então sua terrível existência chegaria ao fim.

Mas como nem tudo nessa vida é como a gente quer… Só me resta esperar pelo livro 2 e torcer para que seja tão bom quanto o 1°, só que com um final melhor.

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